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Pode-se dizer que os coreanos conquistaram os brasileiros pelo paladar, afinal os sorvetes Melona estão nas geladeiras de seis estados brasileiros. “Importamos e distribuimos sorvetes coreanos – em maior volume o Melona – desde 1996”, conta Ik Hyoung Lee, proprietário da M-Cross, importadora e distribuidora de alimentos.

O boom dos sorvetes de sabores suaves e marcantes aconteceu em 2007, sem estratégia ou planejamento de marketing. “Foi nesse momento que focamos na área de marketing, a fim de atingir todo o mercado nacional”, conta o empresário, que chegou ao Brasil em 1976. “Casei aqui, trabalhei com conterrâneos, abri uma empresa, voltei para a Coréia em 1992, onde trabalhei por 10 anos (sempre voltando ao Brasil a trabalho), e então voltei de vez e fundei a M-Cross há dois anos, pois o mercado brasileiro é muito promissor”, conta.

Com  boas expectativas para o futuro, a importadora está preparada para conquistar suas metas. “Começamos focando na comunidade coreana, depois fizemos uma divulgação voltada para a colônia japonesa, inclusive em 2008 participamos de todos os eventos em comemoração ao centenário da imigração japonesa, e em um desses, no bairro paulistano da Liberdade, as pessoas faziam filas para degustar o Melona. Foi um sucesso!”, explica. Não à toa, inúmeras lojas e mercearias do bairro japonês vendem o picolé, sendo que aos domingos – dia de maior movimento da região – os pontos de venda chegam a comercializar 4 mil unidades do sorvete. O segredo do sucesso? Segundo Ik Hyoung, não é somente o sabor e a consistência, mas também o trabalho árduo. “Tudo depende de como o líder leva o projeto adiante, e eu trabalho de domingo a domingo”, finaliza.

Fonte : 50 Anos de relações diplomáticas Brasil-Coreia. (Yoo Na Kim)



História do melona



A história do picolé Melona começou em 1998 no  Brasil quando o coreano Ik Hyoung Lee, que vive no país há mais de 30 anos, iniciou a importação do sorvete. Na época, seu Ik só fazia vendas simbólicas nas poucas lojas de produtos coreanos no país. Lançado em 1991 na Coréia do Sul, o MELONA teve uma rápida aceitação, e hoje vende, naquele país, uma média de 2 milhões de unidades por ano. Em 2007, Sr. Ik Houng Lee, se separou da sociedade com os seus irmãos mais novos e fundou a M-CROSS para distribuir e disseminar o MELONA. Foram suficientes 10 novos pontos no bairro da LIBERDADE em São Paulo, onde os “first adopters” puderam experimentar o produto e passear com o picolé verde pela feirinha de domingo que se realiza no bairro. Durante anos as vendas do MELONA no Brasil permaneceram estacionadas  em 80 mil unidades por ano. A partir de 2007, do “viral”, e providências complementares, 480 mil unidades foram vendidas naquele ano, e só no primeiro trimestre de 2008, 320 mil unidades. Só não bateu na casa dos 400 mil por conta da greve da Receita Federal que reteve um container com 80 mil picolés. Hoje é possível encontrar o picolé Melona em diversos bairros de São Paulo, incluindo restaurantes por kilo e padarias.